Correio Braziliense. Brasília-DF, 03/07/2011, Ciência.
Associados a seres mitológicos sombrios e doenças, os morcegos levam a fama — injusta — de serem criaturas que causam o mal, impressão estimulada por sua natureza noturna e o hábito, comum em algumas espécies, de se alimentarem de sangue. O que poucas pessoas sabem, no entanto, é que esses animais estão mais para Batman (o herói criado pelo cartunista americano Bob Kane, em 1939) do que para Conde Drácula.
Os morcegos desempenham um papel fundamental para a saúde dos ecossistemas terrestres. Para se ter uma ideia de sua importância, eles são os maiores reflorestadores naturais do planeta, além de predadores de um vasto números de pragas agrícolas e vetores de doenças. Não é à toa que o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) elegeu 2011 e 2012 Anos Internacionais dos Morcegos, numa tentativa de informar melhor a população e juntar esforços científicos em torno desses mamíferos voadores.
Presentes na Terra há pelo menos 50 milhões de anos, eles estão em todos os continentes, exceto nas regiões polares. Desempenham um papel importantíssimo na delicada rede da vida, contribuindo para o equilíbrio da fauna e da flora de maneira única. “A sociedade deve estar informada sobre a importância desses animais e sua preservação”, opina Ludmilla Aguiar, representante do Programa para a Conservação de Morcegos na América Latina, ligado ao Pnuma.
Por conta da dieta baseada principalmente em frutas e por seus voos noturnos, os morcegos são importantes polinizadores e dispersores de sementes. Cumprem esse papel de forma mais eficiente que as aves. “Isso é essencial para garantir a saúde e a diversidade da flora e da fauna”, explica ao Correio Andreas Streit, secretário executivo do Programa para a Conservação das Populações de Morcegos na Europa (Eurobats), na Alemanha.
Diversas espécies com as quais os morcegos interagem têm importância econômica e, de graça, prestam serviços ambientais que, se cobrados, custariam uma fortuna. Durante os voos, ao defecar sementes ingeridas, ajudam a plantar uma floresta. Numa única noite, algumas espécies podem dispersar mais de 60 mil grãos. “São as sementes dispersadas por eles que ajudam no processo de recuperação de áreas desmatadas ou na regeneração da vegetação de morros e encostas”, esclarece Ludmilla Aguiar, que também é professora do Departamento de Zoologia da Universidade de Brasília (UnB).
Quem gosta de pequi ou tequila também deve muito a esses bichos, pois eles são os principais polinizadores das plantas que produzem o fruto e a bebida (o agave). “O pequi só é polinizado pelos morcegos. Sem eles, a planta não produziria o fruto”, informa Enrico Bernard, professor do Departamento de Zoologia da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).
Outro serviço prestado é o controle de pragas e insetos transmissores de doenças. Os morcegos são conhecidos por consumir até o dobro do seu peso corporal em insetos durante uma noite. Isso os torna controladores naturais desses bichos, muitos dos quais pragas causadoras de danos à silvicultura e à agricultura. “Com a presença do morcego, a necessidade de utilizar pesticidas é significativamente reduzida, além da diminuição de mosquitos”, aponta Streit.
Medo de doenças
Segundo Bernard, a associação do morcego a seres sombrios foi herdada pelos colonizadores europeus. Ao chegarem aos trópicos, eles descobriram espécies que se alimentavam de sangue. “A partir daí, relacionaram os morcegos ao mito dos vampiros criado na Europa.” O que muitos desconhecem é que de 1.230 espécies descritas no mundo todo, apenas três seguem essa dieta. As demais comem frutos, sementes, roedores, peixes e pequenos pássaros.
Injustamente, os morcegos são acusados de serem pragas, de provocarem a morte de quem os toca, ou mesmo de trazerem azar, e são perseguidos e mortos indiscriminadamente. Uma das justificativas para a caça indiscriminada é a transmissão da raiva. Segundo Ludmilla, como qualquer mamífero, o morcego também transmite doenças. “Mas não são todos”, afirma. A bióloga explica que a raiva só é transmitida quando o morcego está doente. “É preciso descobrir o que desencandeia a doença nesses animais. Supõe-se que o estresse causado na população dos morcegos possa ser o gatilho para a manifestação do problema”, esclarece a especialista da UnB.
Os pesquisadores lembram que os maiores vetores da raiva eram os cães, mas nem por isso eles são mortos indiscriminadamente. “A transmissão foi reduzida pelas campanhas de vacinação. Com os morcegos, a redução aconteceria se não invadíssemos seu hábitat”, sugere Ludmilla. “E os pombos passam muito mais doenças para o homem, e nem por isso são caçados e mortos”, completa.
Para Bernard, quando se esclarece sobre a importância dos morcegos às pessoas, elas mudam sua percepção. “Trata-se de um animal interessante, com características que despertam curiosidade”, analisa o especialista. Para começar, não há apenas morcegos pretos, como se imagina. Há espécies brancas, marrons e até vermelhas. “Sem falar que são os únicos mamíferos que voam”, acrescenta. Além disso, eles representam quase um quarto das espécies de mamíferos do mundo. Segundo Andreas, um quinto das populações está criticamente em perigo. As maiores ameaças são provocadas pela ação dos homems, como o desmatamento de florestas fragmentadas, que geram perda de hábitats naturais e áreas de alimentação.
Com cerca de 170 espécies descritas, o Brasil ocupa o segundo lugar em riqueza de morcegos no mundo, ficando atrás apenas da Colômbia. No entanto, sabe-se muito pouco dos animais que habitam o país. Menos de 10% da área total do Brasil foi bem estudada e 60% ainda não têm sequer um único registro científico de uma espécie. Isso demonstra que é cada vez mais clara a importância da manutenção da biodiversidade, tanto para o bem-estar humano quanto para o clima do planeta. “O papel ecológico e funcional que os morcegos desempenham mostra-se essencial para a manutenção da qualidade do ambiente em que vivemos”, afirma Ludmilla.
Os morcegos desempenham um papel fundamental para a saúde dos ecossistemas terrestres. Para se ter uma ideia de sua importância, eles são os maiores reflorestadores naturais do planeta, além de predadores de um vasto números de pragas agrícolas e vetores de doenças. Não é à toa que o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) elegeu 2011 e 2012 Anos Internacionais dos Morcegos, numa tentativa de informar melhor a população e juntar esforços científicos em torno desses mamíferos voadores.
Presentes na Terra há pelo menos 50 milhões de anos, eles estão em todos os continentes, exceto nas regiões polares. Desempenham um papel importantíssimo na delicada rede da vida, contribuindo para o equilíbrio da fauna e da flora de maneira única. “A sociedade deve estar informada sobre a importância desses animais e sua preservação”, opina Ludmilla Aguiar, representante do Programa para a Conservação de Morcegos na América Latina, ligado ao Pnuma.
Por conta da dieta baseada principalmente em frutas e por seus voos noturnos, os morcegos são importantes polinizadores e dispersores de sementes. Cumprem esse papel de forma mais eficiente que as aves. “Isso é essencial para garantir a saúde e a diversidade da flora e da fauna”, explica ao Correio Andreas Streit, secretário executivo do Programa para a Conservação das Populações de Morcegos na Europa (Eurobats), na Alemanha.
Diversas espécies com as quais os morcegos interagem têm importância econômica e, de graça, prestam serviços ambientais que, se cobrados, custariam uma fortuna. Durante os voos, ao defecar sementes ingeridas, ajudam a plantar uma floresta. Numa única noite, algumas espécies podem dispersar mais de 60 mil grãos. “São as sementes dispersadas por eles que ajudam no processo de recuperação de áreas desmatadas ou na regeneração da vegetação de morros e encostas”, esclarece Ludmilla Aguiar, que também é professora do Departamento de Zoologia da Universidade de Brasília (UnB).
Quem gosta de pequi ou tequila também deve muito a esses bichos, pois eles são os principais polinizadores das plantas que produzem o fruto e a bebida (o agave). “O pequi só é polinizado pelos morcegos. Sem eles, a planta não produziria o fruto”, informa Enrico Bernard, professor do Departamento de Zoologia da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).
Outro serviço prestado é o controle de pragas e insetos transmissores de doenças. Os morcegos são conhecidos por consumir até o dobro do seu peso corporal em insetos durante uma noite. Isso os torna controladores naturais desses bichos, muitos dos quais pragas causadoras de danos à silvicultura e à agricultura. “Com a presença do morcego, a necessidade de utilizar pesticidas é significativamente reduzida, além da diminuição de mosquitos”, aponta Streit.
Medo de doenças
Segundo Bernard, a associação do morcego a seres sombrios foi herdada pelos colonizadores europeus. Ao chegarem aos trópicos, eles descobriram espécies que se alimentavam de sangue. “A partir daí, relacionaram os morcegos ao mito dos vampiros criado na Europa.” O que muitos desconhecem é que de 1.230 espécies descritas no mundo todo, apenas três seguem essa dieta. As demais comem frutos, sementes, roedores, peixes e pequenos pássaros.
Injustamente, os morcegos são acusados de serem pragas, de provocarem a morte de quem os toca, ou mesmo de trazerem azar, e são perseguidos e mortos indiscriminadamente. Uma das justificativas para a caça indiscriminada é a transmissão da raiva. Segundo Ludmilla, como qualquer mamífero, o morcego também transmite doenças. “Mas não são todos”, afirma. A bióloga explica que a raiva só é transmitida quando o morcego está doente. “É preciso descobrir o que desencandeia a doença nesses animais. Supõe-se que o estresse causado na população dos morcegos possa ser o gatilho para a manifestação do problema”, esclarece a especialista da UnB.
Os pesquisadores lembram que os maiores vetores da raiva eram os cães, mas nem por isso eles são mortos indiscriminadamente. “A transmissão foi reduzida pelas campanhas de vacinação. Com os morcegos, a redução aconteceria se não invadíssemos seu hábitat”, sugere Ludmilla. “E os pombos passam muito mais doenças para o homem, e nem por isso são caçados e mortos”, completa.
Para Bernard, quando se esclarece sobre a importância dos morcegos às pessoas, elas mudam sua percepção. “Trata-se de um animal interessante, com características que despertam curiosidade”, analisa o especialista. Para começar, não há apenas morcegos pretos, como se imagina. Há espécies brancas, marrons e até vermelhas. “Sem falar que são os únicos mamíferos que voam”, acrescenta. Além disso, eles representam quase um quarto das espécies de mamíferos do mundo. Segundo Andreas, um quinto das populações está criticamente em perigo. As maiores ameaças são provocadas pela ação dos homems, como o desmatamento de florestas fragmentadas, que geram perda de hábitats naturais e áreas de alimentação.
Com cerca de 170 espécies descritas, o Brasil ocupa o segundo lugar em riqueza de morcegos no mundo, ficando atrás apenas da Colômbia. No entanto, sabe-se muito pouco dos animais que habitam o país. Menos de 10% da área total do Brasil foi bem estudada e 60% ainda não têm sequer um único registro científico de uma espécie. Isso demonstra que é cada vez mais clara a importância da manutenção da biodiversidade, tanto para o bem-estar humano quanto para o clima do planeta. “O papel ecológico e funcional que os morcegos desempenham mostra-se essencial para a manutenção da qualidade do ambiente em que vivemos”, afirma Ludmilla.
Autor: Juliana SilveiraHá soluções dentro da lei, o que falta é iniciativa e compromisso do servidor público. Vão esperar licitação e contratação? Até o final do ano, os cães já morreram. Essa tragédia poderia ter sido evitada, e o povo de Brasília não precisava de mais essa vergonha no serviço público!!! | Denuncie |
Autor: Juliana SilveiraSr. Jefferson Lima, não estamos falando mal da corporação como um todo, mas da falta de iniciativa dos responsáveis pelo menos pelo canil. Comprar os medicamentos é barato e podia ser feito, dentro da lei, como compra de pequeno valor e pagamento direto! Resolveria rápido! | Denuncie |
Autor: jefferson limaComo fazer o controle de carrapatos nas áreas de cerrado e outras matas, Sr Samuel Sousa? Ambiente de treino e atuação destes cães. Basta uma picada de um carrapato contaminado para ocorrer a infecção . | Denuncie |
Autor: jefferson limaConheço o serviço destes militares,e posso dizer que se não fossem eles ,nem existiria o seviço de busca e resgate com cães em brasília. Militares que arregaçam as mangas, em dias de folga e férias para cuidarem dos cães. Tratamento medico e medicamentos bancado por eles . | Denuncie |
Autor: Fabiana CastrilhoFazer uma arrecadação e comprar medicamentos? Quantos não gastam por aí R$27,00 com besteiras? Se cada um desse esse valor, muitos estariam bem. | Denuncie |
Autor: Fabiana CastrilhoE sendo assim, não poderiam vcs por conta própria comprar medicamentos para combater carrapatos? Não são caros. Na faixa de R$10,00 para limpeza do ambiente e R$17,00 para medicar os doentes. Triatox e Doxiciclina respectivamente. A vida e sofrimento deles não conta numa hora dessas? | Denuncie |
Autor: Marcos CorreiaMeus caros não tenham duvidas que amamos nossos cães, quando aposentados eles são adotados pelos próprios tratadores até o fim de suas vidas. mas infelizmente na administração pública nem sempre conseguimos contratar o serviço que desejamos. Maj Gomes CBMDF | Denuncie |
Autor: rodrigo dutraparabens ao Correio Brasiliense por dar voz ao pedido de socorro desses animais e é sempre bom lembrar que mau trato de animais é crime previsto em lei. | Denuncie |
Autor: Rosemary Martins de OliveiraPuxa!,logo os bombeiros?!!!,ah! havia me esquecido,os bombeiros são de Brasília,que andam com carrões zero,moram bem e não estão nem ai para quem realmente precisa,esses cães não foram alistados por conta própria,pegaram eles e o treinaram,e na hora que eles mais precisam são abandonados,ABSURDO!. | Denuncie |
Autor: José JúniorSerá que entre um incêndio e outro não dava para algum "voluntário" ir lá dar uma ajuda aos cães? Ou será que eles acham que é "desvio de função"? Lastimável! | Denuncie |
Autor: José JúniorO problema não é do governo, é do ser humano. Somos um fracasso. Não temos vergonha na cara. É a falência do gênero humano. | Denuncie |
Autor: Tony ZuccoOs cães heróis do Batalhão de Busca e Salvamento do Corpo de Bombeiros já foram objeto de várias matérias e reportagens que trouxeram orgulho para todos nós. É um absurdo os PM Bombeiros deixarem a situação chegar a este ponto. Por que não falaram antes? PM Bombeiros comandantes irresponsáveis! | Denuncie |
Autor: Samuel SouzaJá tive cães que contraíram hemoparasitoses e não é difícil de perceber. Faltou ATENÇÃO aos cães, e fazer o controle dos carrapatos no ambiente é coisa que qualquer um consegue fazer. Essa manutenção custa pouco, ainda mais se comparada ao valor dos cães. Falta VONTADE de fazer. | Denuncie |
Autor: Cleverson SérgioA copa do mundo esta chegando, vamos precisar desses e muitos mais animais, para salvamento e prevenção contra explosivos, a propósito como anda o canil da PM? La também não tem veterinário, não dar para fazer uma parceria? | Denuncie |
Autor: Leo nardo mariosEsses animais trabalham duro, arriscam suas vidas, qualquer hora do dia ou da noite, dia de semana ou qualquer outro dia. Não cobram um real por isso, apenas um carinho o minimo para sobreviver com saúde. Nem isso eles tem!! Nunca vi tanto descaso.. tenho vergonha de ser brasileiro | Denuncie |
Autor: Gustavo CarvalhoSó o Dartagnhan encontrou 35 corpos em Nova Friburgo, que jamais seriam encontrados sem o trabalho do cão farejador!!! A história está bem contada, o dificil é acreditar que isso seja verdade... E saber que até o fim desse ano "provavelmente" os cães vão receber um tratamento correto, é de doer!!! | Denuncie |
Autor: Elen CarolinaOh, governador!! Olhe por nossos animais... Esses cães salvam vidas! Isso pode ser denunciado para autoridades competentes por descaso com os cães. E o órgão que treina labradores para pessoas com deficiência visual também está abandonado por falta de recursos. Nossa Brasília continua sem progresso! | Denuncie |
Autor: Fábio HeerApenas um comentário: está comprovado que o BUTOX não tem ação em todas as fases do desenvolvimento do carrapato transmissor da babesiose e erliquiose. O indicado para pulverizar ambientes é o AMITRAZ (TRIATOX). | Denuncie |
Autor: Fábio HeerA morte deste animal não está bem explicada. Os responsáveis tomaram providências somente após o animal perder 11 Kg? Se realmente a causa foi babesiose transmitida por carrapatos, outros sintomas são facilmente detectáveis. Acho um grande descaso com esses animais que ajudam a comunidade. | Denuncie |
Autor: Cesar RochaQue vergonha viver nesse paisinho.... Depois ainda adotam um lema que diz ser um País Rico, sem pobreza... Rico em corrupção e exploração... | Denuncie |
Autor: Juliana SilveiraEstou entristecida e horrorizada de conhecer esta notícia. Notadamente, é um caso de negligência. Carrapato não é difícil de combater e prevenir é tudo! Simples aplicações de produtos como Butox são aconselhados na limpeza das baias. Essa tristeza poderia ter sido evitada! Que mau exemplo! | Denuncie |
Autor: LINCOLN LINCOLN SANTOSFUI UM DOS FUNDADORES DESTE CANIL EM 1992 ,HOJE NÃO TRABALHO MAIS NESTA ÁREA DENTRO DA COORPORAÇÃO PENSO QUE DEPOIS DESTA REPORTAGEM O CANIL DO CBMDF VAI MELHORAR. 2º SARGENTO LINCOLN ´´BOMBEIROS NOSSO LEMA É VIDAS ALHEIAS E RIQUEZAS´´ . | Denuncie |
Autor: alexandre galhenoDe que adianta pagar bem os bombeiros e esquecer dos animais que os ajudam a fazer um bom serviço, Brasília acorda animais não são objetos de escritorio. | Denuncie |
Autor: edilson edilsonjmrA melhor corporação de Bombeiros do Brasil e os seus cães vivem na miséria. Cade a sociedade protetora dos animais. Cade o Governo que não toma uma providência por esses cães indefesos. Quantas vidas eles já salvaram e quantas deixarão de salvar. SOS cães dos bombeiros do DF. | Denuncie |
Autor: Beatriz BSBQue vergonha! os bichinhos servem por toda a vida e não ganham nem o atendimento veterinário adequado...