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terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Exército ajuda a prefeitura de Campinas no combate à dengue

Cem oficiais vão auxiliar no combate a uma nova epidemia na cidade; auxílio foi solicitado pelo prefeitoJonas Donizette (PSB), após a prefeitura perder 80 funcionários da saúde

O Estado de São Paulo. 05 de fevereiro de 2013

Ricardo Brandt

CAMPINAS - Cem oficiais do Exército começaram na manhã desta terça-feira, 5, os trabalhos de combate à dengue em Campinas, no interior de São Paulo. Os homens da 11ª Brigada de Infantaria Leve vão auxiliar a prefeitura nas ações preventivas contra a proliferação do mosquito Aedes aegypti para evitar uma nova epidemia da doença.

O auxílio do Exército foi solicitado pelo prefeito de Campinas, Jonas Donizette (PSB), após a prefeitura perder 80 funcionários da área de saúde, por causa da reprovação de um convênio municipal que mantinha os profissionais na rede.

Em janeiro, foram confirmados 52 casos da doença em Campinas e 321 estão em investigação. As ações do Exército começaram pelo Campo Belo, onde a Secretaria de Saúde identificou um foco de transmissão da doença.

Os militares estão visitando as casas, removendo possíveis criadouros do mosquito, colocando tela em caixas d'água e orientando os moradores. "Essa área foi identificada como local de transmissão. Boa parte dos demais casos são importados, são pessoas que viajaram, contraíram a doença e voltaram para Campinas", explica a coordenadora do Programa de Combate à Dengue, Tessa Roesler.

A Secretaria de Saúde está em alerta com a dengue não só por causa do período do ano, mas também por causa da presença de um novo tipo da doença, mais grave para a saúde. Apesar dos números da dengue terem apresentado queda em 2012, há a preocupação de uma nova epidemia como a registrada em 2011, quando 3,1 mil casos foram notificados (segunda pior epidemia da cidade). No ano passado, esse número caiu para 967.

Dobra o número de casos de dengue em Sorocaba

Cidade do interior de SP registrou 50 casos em janeiro; há ainda 556 casos esperando confirmação

O Estado de São Paulo. 04.02.2013
José Maria Tomazela

SOROCABA (SP) - Números divulgados nesta segunda-feira pela Secretaria Municipal da Saúde mostram que, apenas em janeiro, a cidade de Sorocaba, no interior paulista, registrou o dobro dos casos de dengue notificados no ano passado. Este ano, até sexta-feira, 1, foram contabilizados 50 casos, enquanto em 2012 foram 25.

Secretaria admite o risco de epidemia - Reuters
Reuters
 
Secretaria admite o risco de epidemia
A cidade tem ainda 556 casos suspeitos, aguardando o resultado dos exames. Como 32 dos pacientes adquiriram a doença na cidade, a secretaria admite o risco de epidemia. "O número de contaminações locais superou o total de casos importados da doença, o que demonstra claramente a transmissão sustentada e que a cidade encontra-se em surto", disse a diretora de Vigilância em Saúde, Daniela Valentim dos Santos. Os últimos registros, segundo ela, apontam que a doença se espalhou por todo o município.

Empresário investe R$ 300 mil para vender ração por assinatura quinzenal, mensal ou trimestral

O Estado de São Paulo.  05 de fevereiro de 2013

Marcio Waldman espera angariar 5 mil clientes no primeiro ano do empreendimento
 
Renato Jakitas
 
JB Neto/Estadão
JB Neto/Estadão
 
Em casa: comodidade é aposta de Marcio Waldman (dir.) para conquistar a clientela
Em 1999, o veterinário Marcio Waldman decidiu que venderia ração pela internet. Seis anos depois, quando fechou as portas de sua clínica e pet shop para concentrar-se na operação virtual, o empreendedor enfrentou a reprovação dos colegas e familiares, que desaprovavam integralmente sua decisão de trocar o certo pelo duvidoso mundo do e-commerce.
Agora, 14 anos depois, ele resolveu fazer tudo de novo. Mais uma vez sob olhares de desconfiança, Waldman lança hoje, em São Paulo, um novo empreendimento. Ele investiu R$ 300 mil no Assinatura de Ração, negócio que consiste em vender produtos de uso recorrente para cães e gatos com base em planos de assinatura quinzenais, mensais e trimestrais para os clientes.
Ao considerar “ultrapassado” o deslocamento das pessoas em grandes centros urbanos para a compra de produtos de primeira necessidade, o empresário estima que a operação representará, em dois anos, 20% do volume de negócios de sua loja virtual. A PetLove – nome do e-commerce – atualmente processa até mil vendas por dia e, após aportes de fundos de investimentos como Monashees Capital, Tiger Global e Kaszek Ventures, pulou de 9 para 60 funcionários de 2011 para 2012 – trocando um espaço de 450 metros quadrados por um galpão de 3,5 mil metros quadrados na capital paulista.
“A gente espera terminar o primeiro ano com 5 mil assinaturas em todo o Brasil”, conta Waldman. “É um plano ambicioso, mas acreditamos que o modelo de assinatura é muito consistente para esse mercado de animais de estimação, sobretudo pela comodidade. Ficar voltando na loja e ter de pegar trânsito e fila é um costume muito pouco funcional”, afirma Nando Guerreiro, executivo da PetLove e responsável pela operação.
Para a atração de clientes, Waldman vai conceder 5% de desconto no portfólio de rações do clube, que são das mesmas marcas encontradas nas vitrines virtuais da PetLove. Para não ficar apenas no comércio de alimentos, o clube também vai oferecer linhas de brinquedos, acessórios, roupas e medicamentos. “Esperamos que a ração seja 80% das nossas vendas. Depois, uns 10% virão de medicamentos como antipulgas e carrapaticidas”, afirma Waldman.
Clientes inscritos para as entregas regulares podem determinar o quanto querem receber e com que frequência, por meio do site da PetLove. O consumidor pode suspender ou alterar o local das entregas a qualquer momento.
Roupagem nova. A subscrição, como também é conhecido o serviço de assinatura de produtos, está longe de ser um conceito novo. Os padeiros, por exemplo, faziam entregas de porta em porta no passado e, dessa forma, firmavam contratos informais de entrega regular com seus clientes. Recentemente, novas empresas têm encontrado modos criativos de usar a internet para vender produtos que não costumam ser comercializados por assinatura: há operações de sapatos, vinhos e até lentes de contato.
Um dos motivos para essa nova tendência, diz o especialista Mauricio Salvador, professor de e-commerce da Business School São Paulo, é a procura de clientes por comodidade, principalmente o cliente virtual, cada dia menos disposto a sair de casa para fazer suas compras. “Esse é um negócio que, quando foca na conveniência, é muito propício a dar certo com a pessoa que já compra na internet. O fato da empresa já ter uma operação virtual é uma vantagem”, destaca o especialista.

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Feira de adoção busca novos donos para animais vítimas de maus tratos

O Abrigo Flora e Fauna promove a feira semanalmente. No primeiro sábado do mês, o foco são cães e gatos abandonados


Correio Braziliense  02/02/2013


A campanha de doação mobiliza a 107 Sul (Viola Júnior/Esp. CB/D.A Press)
A campanha de doação mobiliza a 107 Sul

Espuletas, alguns filhotes arriscam pulos e fazem gracinhas para ganhar um colo e, quem sabe, um dono. Já os mais quietos se enrolam em panos e cochilam mesmo em meio a um burburinho de crianças pedindo para os pais adotá-los. Em comum, esses cachorros e gatos que sofreram maus tratos ou foram abandonados, buscam um lar. A maioria foi acolhida e resgatada por Orcilene Arruda de Carvalho, que fundou, há oito anos, o Abrigo Flora e Fauna e dedica a vida aos cuidados desses bichos.

Todo primeiro sábado do mês, Orcilene traz em sua kombi, lá do abrigo – uma chácara no Novo Gama –, os cachorros e gatos para adoção. A feira é montada, há cerca de três anos, ao lado do Pet Shop Di Petti, na entrequadra da 108 Sul. Com a ajuda de voluntários, como a da socióloga Beatriz Lobo, 51, conseguem que alguns ganhem um novo lar. É lá também que elas recebem doações de rações, remédios e jornais.

Alguns são vítimas de violência. “Já peguei uma cadela amarrada a uma árvore com os filhotes sem água e sem comida”, lamenta Orcilene. “Acho que o mais importante, ao levar um animal de estimação para casa, é ter responsabilidade, não abandonar e dar a assistência necessária”, avalia Orcilene, que tem, no abrigo, cerca de 200 gatos e 250 cães que consomem 1 tonelada de ração por mês. “Eu fico impressionada com a capacidade do homem de fazer o mal e abandonar um cachorro amarrado para morrer. Não consigo conceber isso”, conta a voluntária Beatriz.

Este foi o primeiro sábado que a feira só colocou para adoção os animais do abrigo. “Tem que ter um dia só para eles porque, se não, levam os outros cachorros. Esses ficam e voltam para o abrigo”, comenta. Os pequeninos chamam a atenção de passantes, crianças e de protetores de animais que, por conta própria, vão ao pet shop, compram remédio e cuidam de filhotes.

É o caso da jovem antropóloga Raquel Lima, 25. Ao passar pela feira, notou que um dos cachorrinhos estava com carrapato. Comprou remédio e tratou o do bicho. “Sempre venho nessa feira e ajudo. Trago ração, levo remédio e ajudo a divulgar”, conta. “Faço isso porque vi o trabalho dessas ONGs e o aperto que elas passam. Hoje, não cogito possibilidade de comprar cachorro sabendo que posso adotar”, completa.

A proprietária do Pet Shop Di Petti também se aliou à causa e vende a ração a preço de custo para quem for doá-la. Também dá descontos nos utensílios como potes e coleiras para as pessoas que adotaram os animais na feira. “Acho que as pessoas estão começando a mudar o conceito de só querer um animal de estimação de raça. O amor está falando mais alto”, observa. “Adotar é uma ato de amor e de responsabilidade”, acrescenta.

Novo lar
O casal de Porto Alegre, Bruno Rodrigues, 24 e Brunna Penna, 20, se encantaram com um dos filhotes de cachorro e decidiram levá-lo. “A gente viu no Facebook o trabalho deles e ficamos abismados com o tanto que eles cuidam e ajudam e decidimos adotar em vez de comprar”, explica Brunna. “É bom porque estamos ajudando”, avalia o marido Bruno.

Diana, indecisa: 'São todos lindos' (Viola Júnior/Esp. CB/D.A Press)
Diana, indecisa: "São todos lindos"
A estudante de direito Diana Stephanie, 24, também estava determinada a só sair de lá com um novo companheiro. “Quero adotar porque vejo o tanto que sofrem e que são largados por aí. Melhor vir aqui porque pelo menos ajudo, mas são todos lindos”, diz ela, indecisa.

Para adotar o cachorro ou gato, os novos donos devem ter comprovante de residência e RG. Além disso, preenchem um contrato. O abrigo, caso os donos não tenham dinheiro suficiente, banca a castração. A recomendação é que, logo após a adoção, os novos “pais” façam um check up do bichinho e dêem as vacinas indicadas pelo veterinário.

Uma das maiores campanhas do abrigo nas redes sociais atualmente é pela adoção de um cachorro que foi baleado e está hoje em uma cadeira de rodas. “Ele é muito fofo, mas espera por um lar desde o ano passado”, conta a voluntária Beatriz.

Serviço
A feira de adoção ocorre todos os sábados, das 11h às 16h, na entrequadra da 108 Sul, ao lado do pet shop Di Petti. No primeiro sábado de todo mês, no entanto, a feira fica restrita apenas aos animais do Abrigo Flora e Fauna.

Doações
Os interessados em ajudar podem doar ração, jornais e remédios ao abrigo
É possível entrar em contato por telefone (9842-5461), e-mail ou site

Citérios para adoção
*Ter mais de 18 anos de idade e independência financeira;
*Portar documento de identidade com foto e comprovante de residência;
*Caso more com pais ou responsáveis, deve trazê-los ao local da feira para que estejam cientes da adoção;
* Será feita uma entrevista, e será entregue o Termo de Adoção Responsável p/ o preenchimento dos dados e assinatura do adotante

Portugal e outros países da Europa podem apresentar surto de dengue

Especialista em medicina tropical alerta que a chegada do vírus à parte continental portuguesa é dada como certa para o próximo verão. Espécie de 'primo' do Aedes aegypti, comum na Europa, também transmite a doença

Correio Braziliense.  29/01/2013

Lisboa - A grande circulação de pessoas entre os países e a ocorrência de picos de calor e de umidade estão favorecendo a ocorrência de casos de dengue na Europa. A infestação dos mosquitos transmissores da doença é tanta que os órgãos de saúde pública e as instituições de pesquisa sanitária consideram a possibilidade de surto em alguns lugares – como no Sul do continente.

Entre outubro e dezembro do ano passado, o Arquipélago da Madeira (no Oceano Atlântico a cerca de 1.000 quilômetros de Lisboa) registrou mais de 2,1 mil casos de dengue. A chegada do vírus à parte continental de Portugal é dada como certa por especialistas, provavelmente, no próximo verão.

“O surto de dengue na Madeira é um surto que irá se repetir no futuro, a partir do momento em que temos condições para que haja transmissão autóctone da dengue, temos o vetor e o vírus”, salienta Jorge Atouguia, médico especialista e investigador do Instituto de Higiene e Medicina Tropical de Portugal. “Essa transmissão vai ocorrer periodicamente; assim como se passa no Brasil e em outros países da América Latina e da Ásia.”

Segundo ele, o surto de dengue na Madeira ocorreu porque há a grande presença na ilha (especialmente em Funchal) do Aedes aegypti, transmissor do vírus, e porque alguma pessoa com a doença – que desembarcou no arquipélago vinda de uma área tropical e tenha sido picada pelo mosquito – deu início ao ciclo de contaminação.

“Para evitar a doença depois da chegada do mosquito [que vem sendo verificada desde 2005] o importante era que não houvesse ninguém infectado, mas esse alguém chegou em outubro de 2012”, calcula Jorge Atouguia.

De acordo com o pesquisador, o vírus veio da Venezuela. Segundo ele, há cerca de 300 mil pessoas com origem ou parentes na Ilha da Madeira, morando na Venezuela. Há voos diretos entre os dois lugares, o que pode propiciar que algumas pessoas com o vírus viagem e desembarquem antes de começar a sentir os sintomas da doença (febre, dor de cabeça, dor atrás dos olhos, dores musculares, dores nas juntas, prostração e vermelhidão no corpo).


Além da Madeira, Autoguia prevê que o Aedes aegypti possa circular em Portugal na época de mais calor e se alojar em definitivo na Região Sul de Portugal (no Algarve), onde as temperaturas são mais elevadas. O mosquito circula geralmente onde há temperaturas acima dos 15 graus Celsius (ºC).

O pesquisador alerta que na Europa há outro vetor que contribui para a propagação da doença – um “primo asiático do Aedes aegypti”: o mosquito Aedes albopictus já presente no Sul da França, na Itália, e na Espanha. O Aedes albopictus vem sendo verificado na Europa desde a década de 1980 (na Albânia) e, apesar de não passar o vírus para os ovos (como faz o Aedes aegypti), ele transmite a doença ao picar uma pessoa infectada e depois outra sem o vírus.

No caso do Aedes aegypti, as fêmeas se alimentam do sangue humano no período de reprodução e passam o vírus para os ovos, de onde surgirão novos mosquitos contaminados.

Por enquanto, não foi verificado nenhum caso de dengue hemorrágica (que pode levar à morte), porque somente um tipo do vírus da dengue foi encontrado na Europa. A possibilidade do agravamento da doença ocorre quando uma pessoa já contaminada é infectada posteriormente por outro tipo de vírus. No Brasil, circulam quatro tipos do vírus da dengue e por isso há casos de dengue hemorrágica. “Espero que isso [a dengue hemorrágica] nunca aconteça. Se ocorrer, terá efeitos danosos inclusive para a economia”, alerta Jorge Autoguia ao lembrar que a Ilha da Madeira tem o turismo como uma das principais atividades.

O especialista lembra que “onde há pessoas há o mosquito” e, por isso, como ocorre no Brasil, é preciso fazer campanhas de esclarecimento para que a população tome os cuidados para evitar o vetor da doença. A possibilidade de ocorrência de dengue na Europa e nos Estados Unidos é prevista pela Organização Mundial da Saúde (OMS) há pelo menos cinco anos. No Brasil, há diferentes pesquisas em andamento para a criação de vacina contra a dengue, esterilização do Aedes aegypti, além de iniciativas locais para controle da transmissão

Segundo estudo, mudança alimentar ajudou a domesticação dos cães

Adaptação genética fez com que ancestrais dos cachorros se tornassem capazes de digerir o amido, o que os aproximou dos primeiros agricultores. O processo teria sido iniciado há cerca de 12 mil anos


Correio Braziliense. 30/01/2013 

A domesticação dos cães foi um episódio importante para o desenvolvimento da civilização humana. Entretanto, ainda não há consenso entre os pesquisadores sobre o momento e o local da aproximação entre as duas espécies. Além disso, os especialistas pouco sabem sobre as mudanças genéticas que acompanharam a transformação dos lobos selvagens em animais de companhia. A partir de um estudo comparativo do genoma completo de 60 cachorros e 12 lobos, uma pesquisa da Universidade de Uppsala, na Suécia, sugere uma nova explicação para a origem dos cachorros de estimação. Publicado na edição mais recente da revista Nature, o artigo defende que esses bichos se tornaram o melhor amigo do homem ao sofrerem adaptações genéticas que os permitiram digerir melhor o amido.

“Os sinais genéticos que nós observamos mostram que somente os cães que eram capazes de digerir o amido de forma relativamente eficiente sobreviveram e se reproduziram”, explica o biólogo Erik Axelsson, principal autor do estudo. Segundo ele, tal resultado indica que os recursos alimentares nesse período de transição podem ter diminuído e aqueles indivíduos que conseguiram complementar a dieta padrão de carne com alimentos ricos em amido — e, de fato, digeri-los — adquiriram uma vantagem importante em relação aos outros. Isso não quer dizer que os cães preferiam o amido, mas tão somente que podiam fazer bom uso do polissacarídeo

Estudo norte-americano aponta gatos domésticos como perigosos predadores

Estima-se que, somente nos Estados Unidos, a média anual de pássaros e mamíferos mortos pelos felinos seja de 14,7 bilhões

Correio Braziliense.  31/01/2013

Não há bichano que não tenha prazer em perseguir uma presa, seja para matar a fome ou o tédio. O instinto, no entanto, pode ser a causa de um verdadeiro extermínio de espécies. O Instituto de Biologia e Conservação do Museu Smithsonian, em Washington, divulgou que, apenas nos Estados Unidos, os gatos matam anualmente 2,4 bilhões de pássaros, em média. No mesmo levantamento, publicado ontem na revista Nature Communications, o grupo revela que os felinos também seriam responsáveis pelo sumiço de 12,3 bilhões de mamíferos no mesmo período. Esses números colocam os gatos como a principal razão para a morte desses animais, alguns deles já extintos pela caçada.

Os índices, até hoje desconhecidos, são resultado de uma comparação de uma série de experimentos e trabalhos já publicados sobre o assunto. Com base em resultados da matança promovida em diversas comunidades dos Estados Unidos, do Reino Unido e da Europa, os pesquisadores foram capazes de criar uma projeção que estima o número de bichos mortos pelos felinos no país. Os norte-americanos apontaram que, dos 84 milhões de gatos ianques que moram em casas, ao menos metade deles mantém o costume de caçar, e que boa parte não chega a levar as vítimas para casa. Isso significa que, mesmo que o dono nunca tenha recebido uma carcaça de presente do bichinho, não quer dizer que ele não goste de perseguir animais menores