Total de visualizações de página

terça-feira, 8 de abril de 2014

Câmara pode votar na semana que vem política de esterilização de cães e gatos

Disponível em: <http://www.emtemporeal.com.br/index.asp?area=2&dia=04&mes=04&ano=2014&idnoticia=137434> Acesso em: 07 abr. 2014

A Câmara dos Deputados deve analisar na semana que vem proposta (PL1376/03) que prevê a esterilização cirúrgica de cães e gatos juntamente com campanhas para a população sobre a posse consciente de animais. O projeto, do ex-deputado Affonso Camargo, é uma das prioridades da pauta de votações do esforço concentrado previsto para ocorrer de segunda a quinta-feira, e, se preciso, até na sexta-feira da próxima semana.

O objetivo da proposta é controlar a população de cães e gatos sem ter que recorrer ao extermínio desses bichos, como é feito atualmente. Trata-se de matéria aprovada anteriormente pela Câmara e que foi alterada pelo Senado; por essa razão, retornou para análise dos deputados.

De acordo com o texto, o programa de esterilização dos animais será realizado levando-se em conta estudo das regiões com necessidade de atendimento prioritário ou emergencial, em face da superpopulação ou quadro epidemiológico. Além disso, será dada prioridade ao tratamento de cães e gatos encontrados em comunidades de baixa renda.

Recursos

O programa deverá ser regulamentado pelo Ministério da Saúde. As unidades de controle de zoonoses que não puderem se adequar às normas poderão atuar em parceria com as entidades de proteção aos animais e clínicas veterinárias legalmente estabelecidas.

De acordo com uma emenda do Senado, que já foi aprovada pela Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara, as despesas com a implementação do programa serão custeadas com recursos do orçamento da Seguridade Social da União e administradas pelo Ministério da Saúde, por meio do Fundo Nacional de Saúde.

Pelo texto aprovado antes pela Câmara, as verbas seriam provenientes da Seguridade Social, com contrapartida dos municípios de pelo menos 10% dos custos.

Estratégias

Segundo a Organização Pan-Americana de Saúde, a vacinação sistemática nas áreas de risco; o controle populacional realizado por meio de captura e esterilização, aliados a campanhas educacionais são as estratégias mais eficientes para diminuir o número de animais abandonados nas cidades.

O relator da proposta na Comissão de Finanças e Tributação, deputado Guilherme Campos (PSD-SP), lembra que esse tipo de ação é adotada em vários países. "Os exemplos pelo mundo mostram que as populações desses animais que estão aí pelas cidades só têm condição de serem controladas a partir desse processo de esterilização", argumenta.

Desde 1998, abandonar filhotes indesejados é considerado crime ambiental (Lei 9.605/98).

Tramitação
A matéria precisa ser analisada ainda pela Comissão de Finanças e Tributação; e pelo Plenário.
Câmara dos Deputados

 

Um mosquito que contaminou mais de 2 milhões de pessoas na América Latina

O dengue, que estava em retrocesso faz uma década, voltou à América Latina depois do fortalecimiento do inseto transmissor



Disponível em: < http://brasil.elpais.com/brasil/2014/04/05/internacional>.  Acesso em: 07 abr. 2014

Um zumbido é o primeiro sinal de alerta, depois o ardor de uma picada. Dias depois, dor de cabeça, fadiga, febre alta e, nos casos mais graves, hemorragia nasal.
Mais de 2,3 milhões de latino-americanos padeceram esses sintomas em 2013, vítimas da dengue, uma cifra recorde de afetados que parece indicar o retorno de uma doença que há uma década estava em franco retrocesso. Para exemplificar: em 2004 haviam sido registrados 267 mil casos e somente 74 mortes. Hoje, as mortes por dengue são vinte vezes mais numerosas, de acordo com a Organização Panamericana da Saúde (OPS).
O que provocou esse novo surto?
Para os especialistas se trata de uma “expansão epidêmica” que tem sua raiz na maior capacidade de reprodução do mosquito transmissor, o Aedes aegypti (desagradável, em grego antigo), e de circulação nas cidades latino-americanas cada vez mais populosas. Isto, por sua vez, é resultado de fatores externos, como as temperaturas mais altas e úmidas e a rápida urbanização da região, que causou um desequilíbrio no habitat do mosquito, de acordo com o especialista em saúde Fernando Lavadenz, do Banco Mundial.
Complicam a situação o aumento do tráfego aéreo e terrestre, a mutação do vírus e a pouca preparação dos sistemas de saúde para responder à enfermidade a tempo.
Até agora em 2014, a região andina registra o maior número de casos, com 29.727, seguida pelo Cone Sul e depois o México e a América Central, em um padrão semelhante ao dos anos anteriores nesta primeira metade do ano. No entanto, países como Nicarágua, onde já se registraram 22 mortes, Panamá e Venezuela sofreram surtos da doença antes do início da estação das chuvas, a época de maior circulação do Aedes aegypti.

Um mosquito sem nacionalidade

Este ano o tema central do Dia Mundial da Saúde, 7 de abril, é dedicado às doenças transmitidas por vetores (animais que contagiam). Com o lema #pequenaspicadas, #grandesameacas, essa efeméride busca conscientizar a população sobre a importância de se proteger com medidas simples como a colocação de mosquiteiros, o uso de repelentes de insetos e a redução dos criadouros. Estima-se que 40% da população mundial corra o risco de contrair a dengue.
Apesar de o mosquito não reconhecer fronteiras, a diferença na quantidade de casos e mortes entre países se relaciona realmente com sua capacidade de resposta. O caso argentino pode demonstrar isso: um país com mais de 40 milhões de habitantes que em apenas um ano reduziu em 96% os casos de dengue.
Entre janeiro e maio de 2009, a Argentina sofreu o pior surto de dengue de sua história. O vírus se espalhou com rapidez em 16 das 23 províncias do país e foram registrados mais de 26 mil doentes. “Um caso de dengue a cada 15 minutos” era a estatística que ocupava as manchetes matutinas, mas somente um ano bastou para que os números mostrassem uma realidade totalmente diferente. Em 2010 se registraram apenas 900 casos e desde então não houve falecimentos por causa da doença.
Mas a dengue não diminuiu por arte de magia.
Nas palavras de Lavadenz, tratou-se de uma estratégia integral que resultou na montagem de um sistema massivo de vigilância epidemiológica. Isso incluiu: a notificação imediata de casos, o tratamento oportuno, o investimento necessário em logística e equipamentos para a eliminação de criadouros de mosquitos, bem como uma enorme mobilização social para frear a contaminação.
“O meio para que existam menos casos é fazer um pacto com a sociedade”, acrescenta Lavadenz.
Apesar de a dengue já não ocupar um lugar preponderante nas manchetes argentinas, ainda provoca mais que uma dor de cabeça nos países vizinhos: no ano passado, o Paraguai registrou mais de 150 mil infectados e 233 mortes e no Brasil foram notificados 1,5 milhão de infectados e 456 mortes.
María Victoria Ojea é produtora online do Banco Mundial

 

Redes sociais são usadas para combater a dengue

Disponível em:  <http://www.acritica.net/index.php?conteudo=Noticias&id=115237>. Acesso em: 07 abr. 2014

 

As redes sociais são um espaço para trocar informação, interagir, fazer amizades, disputar opiniões e também para o controle da dengue no país. Assim, pesquisadores do Departamento de Ciência da Computação da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) desenvolveram um programa, chamado Observatório da Dengue, que monitora a quantidade de vezes e os locais em que se usa o termo ‘dengue’ nas publicações do Twitter.

O Observatório começou a ser usado por gestores em meados de 2012. Sempre que alguém coloca a palavra ‘dengue’ no seu Twitter, o programa detecta e faz um levantamento por localidade.

Se na cidade de Belo Horizonte, por exemplo, a palavra dengue é mencionada, em média, 100 vezes por semana, quando ela aparecer 300 ou 500 vezes na mesma semana, é disparado um alerta.

“As informações geradas pelo observatório se antecipam as notificações da vigilância.

Por isso que devem ser vistas como uma medida complementar à vigilância de rotina.

Serve para alertar quando os casos estão acontecendo”, comenta Giovanini Coelho, coordenador do Programa Nacional de Controle da Dengue.

Um dos responsáveis pelo programa, o desenvolvedor do software Walter dos Santos Filho, explica que só é possível fazer esse monitoramento pelo Twitter devido a algumas particularidades da doença.

“A dengue não é estigmatizada, as pessoas conversam de dengue abertamente, diferente de outras doenças.

Ela também se concentra mais nos grandes centros, que é onde a tecnologia está mais presente. São dois fatores que auxiliam”, ressalta Walter.

O desenvolvedor conta que ao criar o Observatório eles perceberam que existe uma correlação forte entre o número de publicações no Twitter com o termo dengue e o número de casos notificados pelas secretarias de saúde.

“Foi feita a comparação entre as curvas da serie temporal da dengue no Twitter com os casos reais e em boa parte das cidades existia uma correlação muito boa”, ressalta.

Em Aracaju, capital de Sergipe, o Observatório da Dengue tem auxiliado na vigilância do município.

A coordenadora do Programa Municipal de Controle da Dengue, Taíse Ferreira Cavalcante, diz que sempre compara os dados gerados pelo programa com as notificações oficiais dos casos de dengue. “Ele me mostra se tem algo de diferente que não consigo perceber.

Se os números são muito diferentes nós procuramos ver se as há algum problema com as notificações”, comenta Taíse.

Ela acredita que a ferramenta auxilia na comunicação ao alertar os municípios que existem rumores da doença na região. “Agora cabe a vigilância ir atrás e confirmar aqueles rumores.

Eu o utilizo como mais um instrumento que me ajuda na vigilância da dengue”, completa a coordenadora de Aracaju.

É a mesma observação feita pelo gestor nacional do combate à dengue, Dr. Giovanini Coelho.

“O observatório da Dengue é uma ferramenta complementar ao sistema de vigilância que é feito pelos estados e municípios”, afirma Giovanini. (Blog da Saúde)

 

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Equipe multidisciplinar brasileira dá importante passo no combate à doença de Chagas

Uma equipe de pesquisadores brasileiros, liderada pelo docente do Instituto de Física de São Carlos (USP), Prof. Adriano D. Andricopulo, deu um importante passo nas pesquisas na área de doenças tropicais negligenciadas, com um foco especial para a doença de Chagas. A equipe conseguiu avanços expressivos no desenvolvimento e otimização de um conjunto de inibidores potentes da enzima cruzaína deTrypanosoma cruzi, protozoário responsável pela doença de Chagas.
Este trabalho, que ilustra a capa da edição atual da consagrada publicação científica Journal of Medicinal Chemistry, permite uma extraordinária evolução na pesquisa relacionada ao combate das doenças parasitárias, já que o processo de descoberta e desenvolvimento de fármacos é longo e complexo. Embora voltados para doenças parasitárias, os resultados obtidos por meio deste trabalho poderão, inclusive, ser utilizados num futuro próximo para quaisquer tipos de doenças: o foco é tornar o candidato a fármaco extremamente potente e seletivo, de tal forma que os pacientes recebam uma menor dosagem do medicamento, em um menor número de vezes por dia. Outro benefício, este de carácter social, é que quanto menor for a dose administrada, mais barato será esse fármaco e isso é fator relevante, tendo em consideração, principalmente, as doenças parasitárias, que estão incluídas no grupo das designadas Doenças Tropicais Negligenciadas, de acordo com a Organização Mundial da Saúde. Este trabalho é considerado uma nova e promissora etapa nos esforços que estão sendo feitos na área de química medicinal no Brasil, com o intuito de desenvolver candidatos a fármacos para a doença de Chagas.

Além de Adriano Andricopulo, a equipe de pesquisadores é composta pelo Prof. Glaucius Oliva, pelas Dras. Renata Krogh e Ana Sales, e pelas doutorandas Ivani Pauli e Mariana Souza, todos eles do Laboratório de Química Medicinal e Computacional (LQMC) do IFSC-USP, que é sede do Centro de Pesquisa e Inovação em Biodiversidade e Fármacos (CIBFar), um CEPID FAPESP. A equipe conta com a importante colaboração do Prof. Luiz C. Dias e do Dr. Marco Dessoy, do Instituto de Química da UNICAMP, responsáveis pela síntese dos inibidores, e da Profa. Rafaela S. Ferreira, do Departamento de Bioquímica e Imunologia da UFMG - Universidade Federal de Minas Gerais.

Os originais deste trabalho poderão ser consultados, acessando os links abaixo.

http://pubs.acs.org/doi/abs/10.1021/jm401709b
http://pubs.acs.org/action/showLargeCover?jcode=jmcmar&vol=57&issue=6


 

segunda-feira, 31 de março de 2014

Ceilândia terá ação de combate à dengue nesta semana

Trabalho será nas Quadras 100, 200 e 300 do condomínio Pôr do Sol

Divulgação/Agência Brasília


O Geiplan (Grupo Executivo Intersetorial de Gestão do Plano Regional de Prevenção e Controle da Dengue) de Ceilândia (DF) promoverá, a partir desta segunda-feira (31) até sexta-feira (4), uma ação de combate à dengue, realizada por agentes da Vigilância Ambiental e Comunitários de Saúde dos Centros de Saúde 6 e 9, nas Quadras 100, 200 e 300 do condomínio Pôr do Sol.

Segundo a coordenadora-geral de Saúde de Ceilândia, Lucimar Gonçalves, a atuação tem como objetivo sensibilizar a comunidade sobre os riscos da doença e os cuidados para evitá-la, eliminar focos do mosquito transmissor, além de limpeza e coleta de lixo pelo SLU (Serviço de Limpeza Urbana), na quinta-feira (3) e sexta-feira(4).  

— Todo mês é reservada uma semana de prevenção e combate ao mosquito da dengue.   

terça-feira, 25 de março de 2014

Brasil lidera uso de agrotóxicos no mundo

Disponível em: < http://rr4.com.br/meio-ambiente/brasil-lidera-uso-de-agrotoxicos-no-mundo>.  Acesso em: 11 mar. 2014


O Brasil é o maior consumidor de agrotóxicos do mundo. Como se isso não fosse o bastante, a fiscalização sobre o uso desses defensivos abrange uma quantidade muito pequena de culturas, o que coloca a saúde da população e os recursos naturais em risco.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) avaliou amostras de apenas 13 vegetais no ano de 2012. No mesmo período, os Estados Unidos e a União Europeia contaram com uma lista de 300 análises, feitas pela Food and Drugs Administration (FDA), nos EUA, e pela European Food Safety Authority, na Europa. Além disso, 22 dos agrotóxicos mais comuns em território nacional são proibidos pelos dois órgãos estrangeiros.
Entre os alimentos mais contaminados estão frutas e vegetais altamente consumidos por brasileiros, como cenoura, alface, laranja, arroz, tomate, pimentão, morango e soja, que é a cultura que mais utiliza agrotóxicos.
O impacto disso é sentido diretamente na saúde da população. Os trabalhadores rurais que lidam com os defensivos agrícolas na lavoura estão diretamente expostos, mas as pessoas que comem esses alimentos também estão, já que, não importa qual seja o cuidado com a lavagem, é impossível se livrar dos pesticidas previamente usados no plantio.
Em entrevista à revista Galileu, o doutor em Saúde Pública, Wanderley Pignati, explicou que não existe uso seguro para os agrotóxicos, mesmo que eles sejam aprovados pelos órgãos responsáveis. Ele ainda caracteriza o uso destes fertilizantes como uma contaminação intencional, que deveria ser considerada crime doloso, em que existe a intenção de cometê-lo.

Pignati explica que as consequências do agrotóxico no organismo podem ser: câncer, problemas neurológicos, má formação fetal e desregulação endócrina. Além disso, também existe todo o impacto que eles podem causar à natureza. Os alimentos de origem animal, como carnes, ovos, leites e outros industrializados não são sequer examinados quanto ao teor de agrotóxico presente em sua composição. A estimativa da Organização Mundial da Saúde é de que, anualmente, 20 mil pessoas morrem em consequência da exposição e contaminação por agrotóxicos.  
Fonte: Ciclo Vivo


Chikungunya, novo vírus transmitido pelo Aedes, é ameaça real na América do Sul



Vetor da dengue é protagonista de nova preocupação epidemiológica. Ministério da Saúde alerta estados e municípios, uma vez que sintomas são muito parecidos, acrescidos de fortes dores articulares


Originário da Tanzânia e amplamente disseminado entre países africanos e asiáticos, o vírus chikungunya fez as primeiras vítimas em solo caribenho em dezembro e acendeu o sinal de alerta ao longo de toda a América do Sul. Muito parecida com a dengue – inclusive o vetor de transmissão, o mosquito Aedes aegypti, é o mesmo –, a doença também acarreta febre, dor de cabeça e fadiga. A grande diferença está nas dores articulares, que podem acompanhar o paciente por meses. Nos casos mais agudos, essas dores se assemelham à artrite reumatoide e em situações extremas podem levar a deformidades. Essa foi a primeira vez que o vírus foi transmitido no hemisfério ocidental de forma autóctone, ou seja, já contaminou os mosquitos locais.

Os casos registrados anteriormente foram todos importados por meio de turistas picados em países onde a doença é endêmica (veja quadro). Inclusive, no Brasil foram identificadas, em 2010, três situações como essa. Na época, os viajantes já chegaram infectados vindos da Indonésia e da Índia. Até então não havia nenhuma identificação de contágio dentro do continente americano. Diante da proximidade e das condições favoráveis, especialistas já cogitam a possibilidade de propagação para a América Central e do Sul. "Acho que em cinco anos no máximo ele estará aqui. Mas pode ser antes", admite o infectologista do Hospital Israelita Albert Einstein Artur Timerman, umas das principais autoridades no assunto.
Ciente do risco, o Ministério da Saúde (MS) anunciou a implantação do sistema de vigilância e monitoramento da febre do chikungunya no país. Entre as ações adotadas, o órgão emitiu comunicado às secretarias estaduais e municipais de Saúde, alertando sobre as características e sintomas da doença. Segundo informações da Secretaria de Vigilância em Saúde, do MS, um manual está sendo preparado para distribuição entre os profissionais da área. O material trará detalhamento completo das ações que devem ser adotadas com foco na prevenção e controle da doença.

"Uma equipe de médicos foi enviada à ilha de Martinica para atualização clínica no manejo de pacientes, que servirá para capacitação dos profissionais da área de assistência no Brasil", antecipou a secretaria. As medidas não param por aí. Laboratórios centrais de saúde pública (Lacen) das secretarias estaduais de Saúde vão ser capacitados com técnicas de diagnóstico para servirem de apoio às ações de vigilância, controle e assistência.

GRANDES EVENTOS E COPA 
Pedro Vasconcelos, chefe da seção de Arbovirologia e Febres Hemorrágicas do Instituto Evandro Chagas (IEC), único no Brasil preparado para realizar o diagnóstico da doença, informou que uma equipe de profissionais já foi treinada e outra já está sendo formada. Tudo para que, assim que o vírus entrar no país, as ações de contenção sejam colocadas em prática. "O risco de o vírus se disseminar existe. A chance aumenta com eventos como a Copa do Mundo, que vai atrair milhares de pessoas de vários locais para o Brasil, inclusive de áreas onde o vírus já está circulando", observa Pedro. O especialista lembra que os tipos 1, 2 e 3 do vírus da dengue entraram no país pelo Rio de Janeiro, logo depois do período de carnaval, o que também aumenta o alerta.

PRODUÇÃO DE ANTÍGENO
O Instituto Evandro Chagas é o único laboratório da América Latina a possuir o vírus Chikungunya para produção de antígeno e anticorpos utilizados no diagnóstico da patologia. "Foi firmado um acordo entre o governo brasileiro e dos Estados Unidos para que recebêssemos esse material e pudéssemos realizar a produção local. Desta forma, não dependemos do fornecimento externo", observa Pedro Vasconcelos. O vírus chegou no Brasil em 2002 e desde então o antígeno e os anticorpos estão sendo elaborados. "Hoje a quantidade que temos vem sendo usada para treinamento. Vamos enviar material para alguns poucos laboratórios que são referência regional, mas a distribuição mais intensa ocorrerá à medida em que os casos forem confirmados", afirma. A Fundação Ezequiel Dias (Funed), em Minas Gerais, estaria entre os laboratórios candidatos.

Cuidados para afastar o inseto incluem repelente e roupas As ilhas caribenhas estão no topo da lista dos destinos turísticos mais desejados entre os brasileiros. Por isso, vale um alerta para quem pretende visitar regiões onde já foram confirmados casos da febre do chikungunya. "O uso de repelente adequado e roupas são as principais formas de evitar o contágio. Para as praias do Caribe é difícil a adesão a essas medidas de controle, mas os viajantes precisam ficar atentos", orienta o infectologista responsável pelo checape do viajante do Laboratório Fleury Medicina e Saúde, Jessé Alves. Sem vacina, assim como a dengue, a única forma de impedir a transmissão do vírus é evitando a picada do mosquito. Telas nas janelas, ar-condicionado e mosquiteiro compõem a ação preventiva.

Na praia, o repelente deve ser usado sempre depois do protetor solar. "Dê preferência a produtos que tenham a menor quantidade possível de perfume. Aliás, os cheiros, principalmente florais, devem ser evitados, já que podem atrair os mosquitos", lembra Jessé. Depois do mergulho, o produto deve ser reaplicado. "O ideal é buscar um repelente com concentração alta da substância ativa. Complexo B e até pílula de alho, que muitos acreditam proteger, são grandes mitos", alerta o infectologista.

DOR PARECIDA COM REUMATISMO 

A fase de incubação do vírus (entre a picada e os primeiros sintomas) pode ser de dois a 12 dias, mas o mais comum é que os primeiros sinais de contágio surjam ainda na primeira semana, a partir de terceiro dia de contágio. Em uma semana, grande parte dos pacientes já apresenta melhoria do quadro, mas não são raros os casos que evoluem e podem prolongar as dores nas articulações. "A complicação da artrite se torna o maior problema. Em casos mais graves, as dores articulares se assemelham ao reumatismo e podem persistir por meses", afirma o infectologista do Hospital Israelita Albert Einstein Artur Timerman. Apesar do agravante, a doença dificilmente evolui para óbito, ao contrário da dengue.

Também não apresenta um tratamento específico que atualmente consiste em atacar os sintomas. "É sintomático, para abaixar a febre e reduzir a dor", reconhece o infectologista do Hospital Alemão Oswaldo Cruz Stefan Cunha Ujvari. Segundo o especialista, durante a fase de infecção, em que a pessoa apresenta o sintoma de febre, aumentam as chances de contágio do mosquito que venha a picar o paciente. "Basta que uma pessoa esteja contaminada e que um mosquito a pique para que a doença inicie seu processo de propagação. Caso como esse aconteceu na Itália, quando apenas um turista voltou contaminado e, depois dele, surgiram vários outros casos", afrima Stefan. 

1952
ano em que o vírus foi registrado pela primeira vez na Tanzânia

1951
casos registrados nas ilhas caribenhas desde a confirmação das primeiras vítimas

1
morte confirmada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) na ilha Saint Martin