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segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
Um manual feito para lidar com terroristas e epidemias
São Paulo, segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
Circo de pulgas no verão
São Paulo, sábado, 26 de fevereiro de 2011
| BICHOS VIVIEN LANDO Circo de pulgas no verão
ESTE VERÃO PAULISTANO parece ter exagerado no setor pragas. Outro dia, um senhor entrou indignado num pet shop à procura de inseticida antipulgas. Disse que já havia dedetizado o apartamento duas vezes e, como o cão tinha saído de férias, as pulgas estavam atacando sua família (elas dão preferência a seres com temperatura mais alta). São Paulo, em sua tradicional pluralidade, abriga tantas pulgas, carrapatos, piolhos etc. quanto qualquer cidade do interior ou do litoral. Aqui tem de tudo. Há poucos dias, a Folha noticiou que uma série de insetos inéditos acaba de se inserir na população local. Entre eles, as mamangavas, coisa que pude comprovar, quando flagrei meus gatos bem satisfeitos correndo atrás do besourão peçonhento no meio da sala. Ou seja, além dos lindos pássaros silvestres sem-floresta estarem a enfeitar os jardins da capital paulista, uma horda de imigrantes indesejáveis já se instalou. As pulgas, cuja população aparenta ter aumentado, são tortura pura para cães e gatos. Muitos são alérgicos à saliva que elas inoculam ao picar. Vários não toleram os produtos de proteção disponíveis no mercado. Pior: para cada dez delas encontradas no animal, existem umas 60 passeando pelo ambiente onde ele vive. Alternam-se entre sugar o sangue do bicho e colocar ovos no piso -ou mesmo na grama do jardim, descobri recentemente! Sobretudo as chamadas pulgas de gato, que são menores e pretinhas, essas se adaptam e reproduzem uma enormidade em qualquer lugar. As pulgas de cachorro são um pouco maiores, mais lentas e marrons. Mais fáceis de eliminar. Mas ambas parasitam qualquer uma das espécies, sem contar ratos e outros hospedeiros. Sei de gente que encheu a casa de sal para secar as larvas, imunes inclusive à desinsetização e capazes de permanecer hibernando por muito tempo. Outros optaram por cimentar o gramado, doar o pet, jogar creolina em todos os cantos, mudar de moradia. Enfim, um desespero. Parece que o que dá um fim nelas, temporário e relativo, é a chegada do frio. Só então talvez tenhamos tranquilidade para lembrar que pulgas, carrapatos, mamangavas e percevejos também são bichos. E fazem absoluta questão de participar da cadeia alimentar. |
domingo, 27 de fevereiro de 2011
Dignidade para os nossos amigos
CORREIO BRAZILIENSE. Brasília, 27 de fevereiro de 2011 Bichos Cães diagnosticados com câncer não necessariamente precisam ser sacrificados. Hoje em dia, há tratamentos capazes de devolver-lhes a saúde ou de amenizar os sintomas da doença
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quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
Bahia inicia uso de inseto transgênico contra dengue
São Paulo, quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
Defensor de animais já afetou um em cada quatro cientistas
São Paulo, quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
| Maioria, porém, não alterou pesquisa, diz enquete da "Nature" GIULIANA MIRANDA DE SÃO PAULO Cientistas estão assustados com as atitudes de alguns ativistas dos direitos animais, que deixaram de lado as manifestações pacíficas em frente aos laboratórios e partiram para depredações e até agressões físicas. Segundo levantamento on-line feito pela revista "Nature" com cerca de mil cientistas da área biomédica, um em cada quatro deles diz que já foi "afetado negativamente" por protestos contra o laboratório, vandalismo, "libertação" de cobaias e agressão física e verbal, ou conhece quem passou por isso. Desse grupo, apenas 15% disseram ter mudado alguma prática ou algum direcionamento de pesquisa por causa da ação dos ativistas. A grande maioria dos pesquisadores -mais de 90%- considera que o uso de modelos animais é essencial para o sucesso de seus estudos. Ainda assim, cerca de 16% afirmaram já ter tido sérias dúvidas sobre o papel dos animais nas pesquisas. Os cientistas que lidam com macacos são minoria entre os pesquisados (apenas 38), mas são os que se consideram mais afetados negativamente pelo ativismo, embora afirmem que têm padrões muito rígidos para seus experimentos. Embora a pesquisa indique que casos extremos são raros e não parecem estar se intensificando, alguns países estão fechando o cerco contra agressões praticadas por ativistas, inclusive criando legislação visando à punição desses crimes. Estados Unidos e Reino Unido já têm legislações específicas. Os americanos, aliás, são o grupo que mais acha que o ativismo animal cresceu. Os britânicos, por outro lado, dizem ter percebido uma redução. BRASIL "LIGHT" Para Marcelo Morales, presidente da comissão de ética com animais da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) e da Federação Latino-americana de Biofísica, os ativistas brasileiros não costumam ser agressivos. "Eles são radicais em suas opiniões, mas apresentam seus pontos de vista através do diálogo", diz. Segundo ele, episódios como o "banho de tinta" levado por uma pesquisadora em um evento na Unicamp, em 2008, são raros e isolados. |
Butantan terá prédio maior e mais seguro
São Paulo, quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
| Construção vai abrigar a coleção de répteis e anfíbios do instituto, quase toda destruída em incêndio em 2010 Para impedir uma nova tragédia, o projeto separou o acervo em 7 salas, cada uma com uma porta corta-fogo TALITA BEDINELLI JOSÉ BENEDITO DA SILVA DE SÃO PAULO Nove meses depois de um incêndio ter destruído a maior coleção de répteis e anfíbios do mundo, o Instituto Butantan, em São Paulo, anunciou ontem o projeto de construção de um prédio maior para abrigar o acervo. O local será dotado de um moderno sistema de controle e prevenção de incêndios. Para evitar nova tragédia, o projeto da arquiteta Cecília Yoshikawa separou a coleção em sete salas, cada uma com uma porta corta-fogo. Assim, caso haja incêndio em uma das salas, o fogo dificilmente se espalhará. A central de detecção de incêndio será completa, afirma o instituto. Haverá sirene eletrônica, detector de fumaça, hidrantes com espuma, extintores portáteis e luminárias blindadas -que impedem a saída de faíscas. A área da coleção também terá gerador próprio, para evitar que, na falta de energia, o ar-condicionado pare de funcionar e as salas, com material volátil, esquentem. À época do acidente, uma das críticas feitas ao instituto, vinculado à Secretaria de Estado da Saúde, é que o local não tinha sistema antifogo, só extintores simples. O incêndio durou cerca de uma hora e destruiu principalmente a parte das serpentes, que eram armazenadas em formol, altamente volátil. PERDAS De acordo com o diretor do Butantan, Jorge Kalil, pelo menos dois terços das 85 mil serpentes foram perdidas. O prédio abrigava ainda uma coleção de 500 mil artrópodes (aranhas e escorpiões), que também foi parcialmente destruída, assim como parte dos 5.000 anfíbios (sapos, rãs e pererecas). Ainda não há um levantamento completo das perdas. O novo prédio terá 1.600 m2 -o antigo tinha 1.200 m2- e dois andares. O obra custará R$ 2,99 milhões e deve ser concluída em um ano. O espaço poderá abrigar entre 75 mil e 85 mil exemplares. Mas o Butantan ainda não sabe quanto tempo levará para repor o que foi perdido. A coleção foi construída ao longo dos 110 anos da instituição, festejados ontem. |
Dengue avança 49% em uma semana
Ribeirão Preto, Quinta-feira, 24 de Fevereiro de 2011
| Ribeirão tem 481 novos casos da doença e o total de confirmações no ano chega a 1.465, ou 27 registros por dia Zona leste da cidade, com 565 confirmações, lidera o total de casos, sendo seguida pelas distritais oeste e norte
DE RIBEIRÃO PRETO Em apenas sete dias Ribeirão registrou 481 novos casos de dengue, o que elevou para 1.465 o total de confirmações da doença somente em 2011. Se comparado ao boletim anterior emitido pela Vigilância Epidemiológica da Secretaria da Saúde de Ribeirão, a alta no total de casos chega a 48,8% -eram 984 confirmações até o dia 16. De acordo com a chefe da Vigilância Epidemiológica, Ana Alice de Castro e Silva, o crescimento semanal no número de casos repete o quadro histórico dos últimos anos, quando a doença avançou até atingir o seu pico de transmissão, que geralmente ocorre em abril. Características desse período do ano, como chuvas e clima quente, também são propícias para a proliferação do Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue. Por isso, a tendência é que o número de casos siga em alta enquanto ainda não chega o período de pico. "É possível quebrar essa cadeia mas, para isso, é preciso um trabalho intenso de eliminação dos criadouros. É o momento de cada um fazer sua parte", afirmou. Segundo o boletim divulgado ontem, a zona leste de Ribeirão Preto continua concentrando o maior número de registros da doença. São 565 casos confirmados, o que representa 38,5% do total da cidade no ano. Em segundo lugar, aparece a distrital oeste, com 280 confirmações, seguida pela região norte, com 274. Apesar de quase 500 novos casos terem sido confirmados em uma única semana, a prefeitura afirma que o total atual está bem abaixo do registrado no mesmo período do ano passado -em janeiro e fevereiro de 2010 foram 5.846 casos. Em 2010, Ribeirão teve a pior epidemia da doença na história, com 30.086 casos. Embora o total de casos seja inferior em 2011, uma morte já foi registrada. No último dia 28, a auxiliar de enfermagem Flávia Patrícia Quirino, 36, morreu e o resultado do exame feito pelo Instituto Adolfo Lutz foi positivo para a dengue. |
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