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quarta-feira, 9 de abril de 2014

Vigilantes acham focos de dengue em casa de acumulador de lixo no DF

Terreno tomado por entulho fez vizinhos acionarem a Vigilância Ambiental.
Aposentado diz que recolhe material para reciclar e prometeu limpar espaço.

 Disponível em: < http://g1.globo.com/distrito-federal/noticia/2014/04/>.  Acesso em: 09 abr. 2014

Agentes da Vigilância Ambiental encontraram nesta segunda-feira (7) cinco possíveis focos de larvas da dengue e um mosquito adulto em uma casa tomada pelo lixo em Planaltina, no Distrito Federal. O alerta foi feito pelos vizinhos, que dizem que a situação é a mesma há mais de 20 anos.

Dono da casa, o aposentado Francisco de Assis, de 65 anos, afirma que recolhe o material para reciclar. "Lixo não tem, não, tem ferro", diz.

O material ocupa toda a frente da casa e invade o asfalto na quadra 6 do Jardim Roriz. No local há pedaços de ferro, plástico, entulho, papelão, armário e até um vaso sanitário. A parte de dentro do terreno também está tomada pelo lixo. Além de entulho, há eletrodomésticos, pneus, restos de comida, baldes e até uma placa de trânsito.

Os vizinhos dizem que o entulho fica muito tempo no local. "É um lixão no meio da cidade. A Estrutural mudou para cá", disse o salgadeiro Adão de Brito.

O vizinho Lucas Barbosa diz que sofre com os bichos que saem do terreno do aposentado. "Não tem como aguentar as pernas, cheias de muriçocas. Um dia desses eu estava sentado aqui, a ratazana quase subiu nas minhas costas", disse.

Agentes foram chamados para a casa de Assis. Eles espalharam larvicida e borrifaram remédio. "É uma situação de alto risco para a vizinhança e até mesmo para ele, que reside no local. Pode ter contaminação", afirma o gerente da Vigilâncai Ambiental, Julio César Trindade. "É mosquito da dengue, roedores e outros agravos."

Nesta segunda, um representante da administração de Planaltina também foi à casa do aposentado. Ele se comprometeu a retirar todo o lixo até quarta-feira.


Os casos de acumuladores de lixo não são raros no Distrito Federal. Na QNP 30 de Ceilândia, um morador juntava papel, plástico, sucata e lixo orgânico. No quintal, o entulho chegava a 1,8 metro de altura. Do lado de fora da casa, já tomava conta da calçada. Na QSE 16 de Taguatinga, o entulho impedia que a casa fosse vista de fora. Na 707 Sul, em meio ao lixo acumulado, foi encontrada uma carçaça de carro.

Três Lagoas é escolhida para pesquisa sobre Leishmaniose

Disponível em:  <http://www.capitalnews.com.br>.  Acesso em: 09 abr. 2014
A Prefeitura de Três Lagoas, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, está entre os 15 municípios do Brasil e o único de Mato Grosso do Sul, selecionada pelo Ministério da Saúde para receber Pesquisa de Avaliação de Efetividade do Uso de Coleiras com Deltametrina, usada em cães, no combate à Leishmaniose.
A escolha de Três Lagoas para essa avaliação inédita do Ministério da Saúde, por meio de pesquisa, foi definida, levando-se em consideração que o Município tem registrado alto índice de casos de Leishmaniose em cães e também porque possui ações e toda a estrutura física e técnica para a realização do estudo.
Para dar início ao processo de implantação da pesquisa, esteve em Três Lagoas, nesta segunda-feira (7), o médico veterinário do Grupo Técnico de Controle da Leishmaniose do Ministério da Saúde, Francisco Edilson Ferreira de Lima Júnior.
Após encontro com a secretária de Saúde, Eliane Brilhante, onde expôs os objetivos da pesquisa do Ministério da Saúde e os resultados que serão imediatamente benéficos para Três Lagoas no controle e combate à Leishmaniose, Edilson Ferreira participou de reunião da equipe da Diretoria de Vigilância e Saneamento.
“Agradecemos ao Ministério da Saúde por ter selecionado Três Lagoas para participar desse projeto, que será realizado apenas em 15 municípios de todo o Brasil. Isso mostra como nossas ações de enfrentamento e combate às endemias, especificamente a Dengue e Leishmaniose, têm repercutido positivamente, não só em Mato Grosso do Sul, mas em todo o País”, manifestou Eliane Brilhante.
Participaram da reunião com o técnico do Ministério da Saúde: a diretora de Vigilância e Saneamento, Neide Hiroko Yuki e diretor do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), médico veterinário Antônio Luiz Teixeira Empke, com a presença de coordenadores e representantes das Equipes de Agentes Comunitários de Saúde, Equipes de Agentes de Combate às Endemias e Equipes de Educação em Saúde.
PESQUISA
A iniciativa e a responsabilidade do projeto da pesquisa são do Ministério da Saúde, que firmou convênio com um grupo de pesquisadores da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), em parceria com Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), para se chegar à solução prática de combate e controle da Leishmaniose no Brasil.
“O objetivo principal é avaliar a efetividade, ou seja, se vale ou não a pena o uso de coleiras, impregnadas com deltametrina, no combate e controle da leishmaniose nos cães”, resumiu o diretor do CCZ de Três Lagoas.
Para tanto, o projeto da pesquisa para Três Lagoas prevê a encoleirada de um determinado número de cães a ser estudado e em áreas ainda a serem definidas, por três períodos, ou seja, de seis em seis meses.
Pelas experiências já realizadas em todo o Brasil, a coleira com deltametrina libera como repelente uma proteção prolongada por até seis meses. Ao mesmo tempo a deltametrina atua sobre os insetos, primeiramente por contato e depois por ingestão determinando sua morte quase que imediata, causando impacto na redução de novas infecções caninas
A proposta é começar em maio, sob a coordenação, supervisão e orientação de um técnico da Fiocruz, em parceria com a equipe do CCZ, que realizará todas as demais ações, ou seja, encoleirada dos animais, coletas de sangue e outros procedimentos necessários.
A pesquisa irá avaliar os resultados em outras áreas da Cidade, onde também foram registrados casos de Leishmaniose canina, mas sem o uso da coleira.
“Sem abandonarmos as demais ações que realizamos continuamente na prevenção e contenção do avanço da Leihmaniose, a pesquisa do Ministério da Saúde será de ótima utilidade para Três Lagoas”, comentou Antônio Empke.

“Acredito que dentro de três anos Três Lagoas poderá colher frutos com o resultado final desta pesquisa do Ministério da Saúde, que possui a credibilidade científica da Fiocruz e da UERJ”, completou o diretor do CCZ.
(Da assessoria)

Vírus ebola pode chegar ao Brasil durante a Copa? Especialistas respondem

Disponível em: <http://rr4.com.br/saude-e-beleza/>.   Acesso em: 09 abr. 2014

Ebola é considerado por muitos o vírus mais perigoso que a humanidade conhece atualmente. Ele voltou às manchetes recentemente graças a um surto em Guiné que já causou a morte de 84 pessoas, e sete outras na Libéria. Sem contar casos suspeitos no Mali, todos países da África Ocidental. Trata-se de uma “epidemia sem precedentes”, segundo a organização humanitária Médicos Sem Fronteiras (MSF).
“Enfrentamos uma epidemia de uma magnitude nunca vista antes em termos de distribuição de casos no país”, disse o coordenador da MSF em Conacri (capital de Guiné), Mariano Lugli, por meio de um comunicado.
O vírus foi batizado com esse nome por ter sido identificado pela primeira vez em 1976 na República Democrática do Congo (antigo Zaire), perto do rio Ebola. Desde então, causou cerca de 1.500 mortes na África e é considerado uma ameaça para a saúde global e até mesmo um possível agente de guerra biológica.
Nunca houve casos da doença em humanos fora do continente africano, mas agora, com a chegada da Copa do Mundo, quais seriam as chances do vírus imigrar para o Brasil?
Para o infectologista Celso Granato, diretor clínico do Fleury Medicina e Saúde, as chances de o vírus chegar ao país são muito remotas, mas não impossíveis, já que vivemos num mundo globalizado.
“O problema seria a pessoa vir da África, ou após ter visitado algum país do continente, com o vírus incubado. Isso porque é muito comum se confundir os sintomas da doença com os da malária, dengue e leptospirose, por exemplo. Também é comum que a equipe médica acabe se infectando, por não saber qual a real doença”.
Com ele concorda o infectologista José Ribamar Branco da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo: “Muito improvável que chegue aqui. Esses surtos costumam ocorrer em locais muito pobres, desprovidos de modelos de higiene”.

Gorilas e morcegos

Granato conta que o vírus pode ficar incubado por até duas semanas. Os principais sintomas são febre forte, dores de cabeça e musculares, conjuntivite e debilidade. Já na fase mais aguda, provoca vômitos, diarreia e hemorragias. A transmissão ocorre por vias respiratórias ou por contato com fluidos corporais das pessoas infectadas.
“O quadro é uma síndrome febril hemorrágica. Na grande parte das doenças que conhecemos, o vírus se adapta ao organismo. Não é um bom negócio o parasita matar o hospedeiro, mas no caso do ebola isso não acontece. É uma doença muito agressiva e bastante transmissível”.
O médico conta que, quando o vírus surgiu, os pesquisadores não sabiam quais eram os hospedeiros, não conseguiam descobri-lo. “Há cerca de cinco anos, chegou-se à conclusão que seria o morcego do tipo frugívoro, aquele que se alimenta de pequenas frutas”, diz Granato.
Anos atrás, porém, acreditava-se que o hospedeiro do ebola fosse o gorila, porque os surtos humanos começaram depois que as pessoas comeram esse animal. Após estudos mais elaborados, cientistas perceberam que os morcegos são os hospedeiros naturais do vírus e que os primatas talvez sejam infectados por meio da ingestão de frutas nas quais os morcegos salivaram ou defecaram.
Na África, é comum as pessoas comerem tanto gorilas como morcegos. Os cientistas presumem que foi desta forma que o filovírus (vírus particularmente mortal para o organismo humano) se alastrou pela região.

Bioterrorismo

Por ser uma doença muito local, até agora, a indústria farmacêutica não tem muito interesse em pesquisar possíveis vacinas ou medicamentos para o ebola. “A farmacêutica não se interessa, mas a medicina militar, sim. As Forças Armadas dos Estados Unidos afirmaram em um congresso de medicina tempos atrás que estão buscando alternativas para esta doença”, conta Granato.
Ele cita o Walter Reed National Military Medical Center, em Maryland, onde estariam fazendo pesquisas estratégicas sobre o tema. “Creio que eles tenham interesse em desenvolver alguma vacina ou medicamento porque terroristas podem usar o ebola como uma arma bacteriológica muito letal e atacar uma embaixada americana, por exemplo”.
Branco acrescenta: “O ebola poderia se transformar em uma arma terrorista, sim. Por isso, os americanos têm estratégias em relação ao vírus. Costumam isolá-lo e monitorá-lo. Claro que são meio paranoicos, mas o contingente de soldados espalhados pelo mundo é muito grande”.
Sobre a doença estar se espalhando em família, como no caso de um homem que vive em Gueckedou, próximo das fronteiras com a Libéria e Serra Leoa, que perdeu dez parentes, inclusive a irmã, Granato afirma que se trata de caso co-primário (caso seguinte ao primário dentro de um período inferior ao de incubação). “São pessoas que moram na mesma região e tiveram contato entre si. É uma forma comum de o vírus se alastrar”.
Branco acredita que nos próximos dias a OMS (Organização Mundial da Saúde) irá criar um plano de contingência e até mesmo colocar os países que apresentaram casos da doença em quarentena.
“Países europeus e os Estados Unidos provavelmente vão juntar todas as forças para que o vírus não se espalhe. Aqui, creio que os órgãos de saúde também tomarão medidas especialmente em relação aos voos que chegarem vindos da África. Porém, repito, o perigo do vírus chegar aqui é muito remoto”.
Ministério da Saúde
Questionado se alguma medida seria tomada no período da Copa do Mundo, época que o país receberá muitos estrangeiros, o Ministério da Saúde informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que “o ebola é um surto localizado apenas na África e a OMS tem acompanhado a evolução do surto diariamente”.

O ministério lembrou ainda que a própria OMS não pediu, até agora, para que as pessoas evitem viajar àquela região africana, devido ao surto do vírus, e que não há razão para “causar nenhum alarde”. Fonte: Uol

terça-feira, 8 de abril de 2014

Câmara pode votar na semana que vem política de esterilização de cães e gatos

Disponível em: <http://www.emtemporeal.com.br/index.asp?area=2&dia=04&mes=04&ano=2014&idnoticia=137434> Acesso em: 07 abr. 2014

A Câmara dos Deputados deve analisar na semana que vem proposta (PL1376/03) que prevê a esterilização cirúrgica de cães e gatos juntamente com campanhas para a população sobre a posse consciente de animais. O projeto, do ex-deputado Affonso Camargo, é uma das prioridades da pauta de votações do esforço concentrado previsto para ocorrer de segunda a quinta-feira, e, se preciso, até na sexta-feira da próxima semana.

O objetivo da proposta é controlar a população de cães e gatos sem ter que recorrer ao extermínio desses bichos, como é feito atualmente. Trata-se de matéria aprovada anteriormente pela Câmara e que foi alterada pelo Senado; por essa razão, retornou para análise dos deputados.

De acordo com o texto, o programa de esterilização dos animais será realizado levando-se em conta estudo das regiões com necessidade de atendimento prioritário ou emergencial, em face da superpopulação ou quadro epidemiológico. Além disso, será dada prioridade ao tratamento de cães e gatos encontrados em comunidades de baixa renda.

Recursos

O programa deverá ser regulamentado pelo Ministério da Saúde. As unidades de controle de zoonoses que não puderem se adequar às normas poderão atuar em parceria com as entidades de proteção aos animais e clínicas veterinárias legalmente estabelecidas.

De acordo com uma emenda do Senado, que já foi aprovada pela Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara, as despesas com a implementação do programa serão custeadas com recursos do orçamento da Seguridade Social da União e administradas pelo Ministério da Saúde, por meio do Fundo Nacional de Saúde.

Pelo texto aprovado antes pela Câmara, as verbas seriam provenientes da Seguridade Social, com contrapartida dos municípios de pelo menos 10% dos custos.

Estratégias

Segundo a Organização Pan-Americana de Saúde, a vacinação sistemática nas áreas de risco; o controle populacional realizado por meio de captura e esterilização, aliados a campanhas educacionais são as estratégias mais eficientes para diminuir o número de animais abandonados nas cidades.

O relator da proposta na Comissão de Finanças e Tributação, deputado Guilherme Campos (PSD-SP), lembra que esse tipo de ação é adotada em vários países. "Os exemplos pelo mundo mostram que as populações desses animais que estão aí pelas cidades só têm condição de serem controladas a partir desse processo de esterilização", argumenta.

Desde 1998, abandonar filhotes indesejados é considerado crime ambiental (Lei 9.605/98).

Tramitação
A matéria precisa ser analisada ainda pela Comissão de Finanças e Tributação; e pelo Plenário.
Câmara dos Deputados

 

Um mosquito que contaminou mais de 2 milhões de pessoas na América Latina

O dengue, que estava em retrocesso faz uma década, voltou à América Latina depois do fortalecimiento do inseto transmissor



Disponível em: < http://brasil.elpais.com/brasil/2014/04/05/internacional>.  Acesso em: 07 abr. 2014

Um zumbido é o primeiro sinal de alerta, depois o ardor de uma picada. Dias depois, dor de cabeça, fadiga, febre alta e, nos casos mais graves, hemorragia nasal.
Mais de 2,3 milhões de latino-americanos padeceram esses sintomas em 2013, vítimas da dengue, uma cifra recorde de afetados que parece indicar o retorno de uma doença que há uma década estava em franco retrocesso. Para exemplificar: em 2004 haviam sido registrados 267 mil casos e somente 74 mortes. Hoje, as mortes por dengue são vinte vezes mais numerosas, de acordo com a Organização Panamericana da Saúde (OPS).
O que provocou esse novo surto?
Para os especialistas se trata de uma “expansão epidêmica” que tem sua raiz na maior capacidade de reprodução do mosquito transmissor, o Aedes aegypti (desagradável, em grego antigo), e de circulação nas cidades latino-americanas cada vez mais populosas. Isto, por sua vez, é resultado de fatores externos, como as temperaturas mais altas e úmidas e a rápida urbanização da região, que causou um desequilíbrio no habitat do mosquito, de acordo com o especialista em saúde Fernando Lavadenz, do Banco Mundial.
Complicam a situação o aumento do tráfego aéreo e terrestre, a mutação do vírus e a pouca preparação dos sistemas de saúde para responder à enfermidade a tempo.
Até agora em 2014, a região andina registra o maior número de casos, com 29.727, seguida pelo Cone Sul e depois o México e a América Central, em um padrão semelhante ao dos anos anteriores nesta primeira metade do ano. No entanto, países como Nicarágua, onde já se registraram 22 mortes, Panamá e Venezuela sofreram surtos da doença antes do início da estação das chuvas, a época de maior circulação do Aedes aegypti.

Um mosquito sem nacionalidade

Este ano o tema central do Dia Mundial da Saúde, 7 de abril, é dedicado às doenças transmitidas por vetores (animais que contagiam). Com o lema #pequenaspicadas, #grandesameacas, essa efeméride busca conscientizar a população sobre a importância de se proteger com medidas simples como a colocação de mosquiteiros, o uso de repelentes de insetos e a redução dos criadouros. Estima-se que 40% da população mundial corra o risco de contrair a dengue.
Apesar de o mosquito não reconhecer fronteiras, a diferença na quantidade de casos e mortes entre países se relaciona realmente com sua capacidade de resposta. O caso argentino pode demonstrar isso: um país com mais de 40 milhões de habitantes que em apenas um ano reduziu em 96% os casos de dengue.
Entre janeiro e maio de 2009, a Argentina sofreu o pior surto de dengue de sua história. O vírus se espalhou com rapidez em 16 das 23 províncias do país e foram registrados mais de 26 mil doentes. “Um caso de dengue a cada 15 minutos” era a estatística que ocupava as manchetes matutinas, mas somente um ano bastou para que os números mostrassem uma realidade totalmente diferente. Em 2010 se registraram apenas 900 casos e desde então não houve falecimentos por causa da doença.
Mas a dengue não diminuiu por arte de magia.
Nas palavras de Lavadenz, tratou-se de uma estratégia integral que resultou na montagem de um sistema massivo de vigilância epidemiológica. Isso incluiu: a notificação imediata de casos, o tratamento oportuno, o investimento necessário em logística e equipamentos para a eliminação de criadouros de mosquitos, bem como uma enorme mobilização social para frear a contaminação.
“O meio para que existam menos casos é fazer um pacto com a sociedade”, acrescenta Lavadenz.
Apesar de a dengue já não ocupar um lugar preponderante nas manchetes argentinas, ainda provoca mais que uma dor de cabeça nos países vizinhos: no ano passado, o Paraguai registrou mais de 150 mil infectados e 233 mortes e no Brasil foram notificados 1,5 milhão de infectados e 456 mortes.
María Victoria Ojea é produtora online do Banco Mundial

 

Redes sociais são usadas para combater a dengue

Disponível em:  <http://www.acritica.net/index.php?conteudo=Noticias&id=115237>. Acesso em: 07 abr. 2014

 

As redes sociais são um espaço para trocar informação, interagir, fazer amizades, disputar opiniões e também para o controle da dengue no país. Assim, pesquisadores do Departamento de Ciência da Computação da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) desenvolveram um programa, chamado Observatório da Dengue, que monitora a quantidade de vezes e os locais em que se usa o termo ‘dengue’ nas publicações do Twitter.

O Observatório começou a ser usado por gestores em meados de 2012. Sempre que alguém coloca a palavra ‘dengue’ no seu Twitter, o programa detecta e faz um levantamento por localidade.

Se na cidade de Belo Horizonte, por exemplo, a palavra dengue é mencionada, em média, 100 vezes por semana, quando ela aparecer 300 ou 500 vezes na mesma semana, é disparado um alerta.

“As informações geradas pelo observatório se antecipam as notificações da vigilância.

Por isso que devem ser vistas como uma medida complementar à vigilância de rotina.

Serve para alertar quando os casos estão acontecendo”, comenta Giovanini Coelho, coordenador do Programa Nacional de Controle da Dengue.

Um dos responsáveis pelo programa, o desenvolvedor do software Walter dos Santos Filho, explica que só é possível fazer esse monitoramento pelo Twitter devido a algumas particularidades da doença.

“A dengue não é estigmatizada, as pessoas conversam de dengue abertamente, diferente de outras doenças.

Ela também se concentra mais nos grandes centros, que é onde a tecnologia está mais presente. São dois fatores que auxiliam”, ressalta Walter.

O desenvolvedor conta que ao criar o Observatório eles perceberam que existe uma correlação forte entre o número de publicações no Twitter com o termo dengue e o número de casos notificados pelas secretarias de saúde.

“Foi feita a comparação entre as curvas da serie temporal da dengue no Twitter com os casos reais e em boa parte das cidades existia uma correlação muito boa”, ressalta.

Em Aracaju, capital de Sergipe, o Observatório da Dengue tem auxiliado na vigilância do município.

A coordenadora do Programa Municipal de Controle da Dengue, Taíse Ferreira Cavalcante, diz que sempre compara os dados gerados pelo programa com as notificações oficiais dos casos de dengue. “Ele me mostra se tem algo de diferente que não consigo perceber.

Se os números são muito diferentes nós procuramos ver se as há algum problema com as notificações”, comenta Taíse.

Ela acredita que a ferramenta auxilia na comunicação ao alertar os municípios que existem rumores da doença na região. “Agora cabe a vigilância ir atrás e confirmar aqueles rumores.

Eu o utilizo como mais um instrumento que me ajuda na vigilância da dengue”, completa a coordenadora de Aracaju.

É a mesma observação feita pelo gestor nacional do combate à dengue, Dr. Giovanini Coelho.

“O observatório da Dengue é uma ferramenta complementar ao sistema de vigilância que é feito pelos estados e municípios”, afirma Giovanini. (Blog da Saúde)

 

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Equipe multidisciplinar brasileira dá importante passo no combate à doença de Chagas

Uma equipe de pesquisadores brasileiros, liderada pelo docente do Instituto de Física de São Carlos (USP), Prof. Adriano D. Andricopulo, deu um importante passo nas pesquisas na área de doenças tropicais negligenciadas, com um foco especial para a doença de Chagas. A equipe conseguiu avanços expressivos no desenvolvimento e otimização de um conjunto de inibidores potentes da enzima cruzaína deTrypanosoma cruzi, protozoário responsável pela doença de Chagas.
Este trabalho, que ilustra a capa da edição atual da consagrada publicação científica Journal of Medicinal Chemistry, permite uma extraordinária evolução na pesquisa relacionada ao combate das doenças parasitárias, já que o processo de descoberta e desenvolvimento de fármacos é longo e complexo. Embora voltados para doenças parasitárias, os resultados obtidos por meio deste trabalho poderão, inclusive, ser utilizados num futuro próximo para quaisquer tipos de doenças: o foco é tornar o candidato a fármaco extremamente potente e seletivo, de tal forma que os pacientes recebam uma menor dosagem do medicamento, em um menor número de vezes por dia. Outro benefício, este de carácter social, é que quanto menor for a dose administrada, mais barato será esse fármaco e isso é fator relevante, tendo em consideração, principalmente, as doenças parasitárias, que estão incluídas no grupo das designadas Doenças Tropicais Negligenciadas, de acordo com a Organização Mundial da Saúde. Este trabalho é considerado uma nova e promissora etapa nos esforços que estão sendo feitos na área de química medicinal no Brasil, com o intuito de desenvolver candidatos a fármacos para a doença de Chagas.

Além de Adriano Andricopulo, a equipe de pesquisadores é composta pelo Prof. Glaucius Oliva, pelas Dras. Renata Krogh e Ana Sales, e pelas doutorandas Ivani Pauli e Mariana Souza, todos eles do Laboratório de Química Medicinal e Computacional (LQMC) do IFSC-USP, que é sede do Centro de Pesquisa e Inovação em Biodiversidade e Fármacos (CIBFar), um CEPID FAPESP. A equipe conta com a importante colaboração do Prof. Luiz C. Dias e do Dr. Marco Dessoy, do Instituto de Química da UNICAMP, responsáveis pela síntese dos inibidores, e da Profa. Rafaela S. Ferreira, do Departamento de Bioquímica e Imunologia da UFMG - Universidade Federal de Minas Gerais.

Os originais deste trabalho poderão ser consultados, acessando os links abaixo.

http://pubs.acs.org/doi/abs/10.1021/jm401709b
http://pubs.acs.org/action/showLargeCover?jcode=jmcmar&vol=57&issue=6